Oliver Rowland destaca evolução da Nissan, busca maior consistência na classificação e elogia salto técnico da Fórmula E com o Gen4
Oliver Rowland destaca evolução da Nissan, busca maior consistência na classificação e elogia salto técnico da Fórmula E com o Gen4
Após a vitória no E-Prix de Mônaco, Oliver Rowland conversou com a imprensa e analisou o momento da temporada 2025/26 da Fórmula E. Líder do campeonato, o piloto britânico comentou os avanços da Nissan, os desafios ainda presentes na classificação e as expectativas para a rodada dupla na China.
Segundo Rowland, a Nissan já demonstrou ter ritmo suficiente para vencer corridas — mas ainda precisa resolver um ponto fundamental para consolidar sua posição na disputa pelo título: o desempenho nas sessões classificatórias.
Classificação segue como principal desafio da Nissan
Com seis pódios em dez corridas, Rowland avaliou que o maior obstáculo da equipe atualmente está nas voltas rápidas.
“No início da temporada, nosso maior problema estava nas zonas de frenagem mais forte. Faltava confiança na dianteira, o carro travava muito. Felizmente conseguimos resolver isso”, explicou.
Agora, o desafio está na consistência na entrada e saída das curvas, especialmente na transição para o modo de 350 kW utilizado nos duelos da classificação.
“Nas corridas, nosso equilíbrio é muito bom e nossa eficiência energética funciona muito bem — normalmente termino com energia sobrando. Mas ainda falta aquele último décimo na classificação para competir em igualdade total.”
Rowland revelou que, muitas vezes, a equipe prioriza os treinos focados em garantir a passagem para os duelos utilizando o modo de 300 kW, o que reduz a preparação prática com potência máxima e pode fazer diferença nos momentos decisivos.
Estratégia em Mônaco foi decisiva para a vitória
Ao comentar sua vitória em Mônaco, Rowland afirmou que o triunfo não surpreendeu a equipe, embora o ritmo apresentado durante a corrida tenha superado as expectativas.
Segundo ele, o trabalho de simulação realizado antes da prova foi fundamental para a tomada de decisões estratégicas, especialmente no gerenciamento do Attack Mode.
“Em vez de guardar a ativação mais curta para o fim, optei por usar primeiro os dois minutos e deixar os seis minutos finais para atacar. Queria eliminar uma ativação rapidamente enquanto as metas de energia ainda estavam baixas. Depois disso, pude focar totalmente nos minutos finais.”
China apresenta desafios distintos para a Nissan
Com a rodada dupla na China se aproximando, Rowland analisou as características dos dois circuitos e como elas podem impactar o desempenho da Nissan.
Sobre Sanya, o piloto falou com carinho do circuito, onde conquistou sua primeira pole position e seu primeiro pódio na quinta temporada da Fórmula E.
“É uma pista curta e estreita, o que pode favorecer nosso desempenho na classificação, embora torne as ultrapassagens mais difíceis.”
Já Xangai oferece um cenário bastante diferente.
“Tende a ser uma corrida em estilo pelotão, com muita estratégia e bastante movimentação. Esse tipo de prova combina mais com meu estilo de pilotagem.”
Apesar disso, Rowland reconheceu que a Nissan não tem historicamente seu melhor desempenho no circuito chinês.
“A equipe vai precisar trabalhar duro para mudar esse retrospecto.”
Gen4 impressiona e promete novo salto para a categoria
Rowland também comentou sobre o novo carro Gen4, que será introduzido nas próximas temporadas e que ele já teve a oportunidade de testar no simulador.
“Em termos de aceleração e potência, é extremamente impressionante. Mesmo em uma pista curta, ultrapassou os 300 km/h. É um grande salto.”
Entre as principais novidades estão o aumento das possibilidades de ajuste nos diferenciais dianteiro e traseiro, maior carga aerodinâmica, mais aderência e uma resposta de potência ainda mais agressiva.
“O Gen3 representou uma evolução importante, mas relativamente pequena. O Gen4 é um passo enorme. Ele recoloca a Fórmula E em uma trajetória clara de crescimento técnico.”
Fórmula E pode atrair mais pilotos vindos da Fórmula 1
Questionado sobre a possibilidade de pilotos da Fórmula 1 migrarem para a Fórmula E, Rowland acredita que o novo carro pode tornar a categoria ainda mais atraente.
Ele não vê pilotos deixando a Fórmula 1 no auge da carreira, mas acredita que a Fórmula E pode se tornar uma prioridade para pilotos que deixam o grid principal ou para jovens talentos vindos da Fórmula 2.
Rowland também fez uma crítica aos novos regulamentos energéticos da Fórmula 1.
“Na Fórmula E, usamos energia estrategicamente ao longo de várias voltas. Na Fórmula 1, muitas vezes ela se esgota em uma ou duas retas, o que impede que uma ultrapassagem gere uma vantagem realmente duradoura.”
Felipe Drugovich e os estreantes recebem elogios
O britânico também comentou sobre os estreantes da temporada, com destaque para o brasileiro Felipe Drugovich e para Pepe Martí.
“Ambos têm talento para competir entre os melhores, mas ainda precisam encontrar consistência — algo que, no meu caso, levou cerca de dois anos para desenvolver.”
Sobre Drugovich, Rowland destacou sua evolução.
“Felipe tem mostrado um crescimento muito claro. Os jovens chegam muito preparados, mas o mais difícil é aceitar que alguns finais de semana serão complicados e saber lidar com isso.”
Confiança elevada para a sequência do campeonato
Mesmo reconhecendo o equilíbrio extremo da Fórmula E — onde um décimo pode significar pole position ou ficar fora do top 10 —, Rowland acredita que a Nissan tem tudo para seguir competitiva.
“A chave está em melhorar a classificação para tornar as corridas menos arriscadas. Não há razão para não sermos competitivos em qualquer circuito. Se conseguirmos largar mais à frente, nossa vida ficará muito mais fácil.”
Após a vitória em Mônaco, a sensação é de que Oliver Rowland e a Nissan encontraram uma combinação poderosa. Agora, o próximo passo será transformar essa consistência em desempenho decisivo também nas classificações para consolidar de vez sua candidatura ao título.
Oliver Rowland highlights Nissan’s progress, targets qualifying consistency, and praises Formula E’s technical leap with Gen4
Following his victory at the Monaco E-Prix, Oliver Rowland spoke to the media about the current state of the 2025/26 Formula E season. The championship leader discussed Nissan’s recent progress, the challenges that remain in qualifying, and his expectations for the upcoming double-header in China.
According to Rowland, Nissan already has the pace needed to win races—but there is still one key area that must improve to strengthen the team’s title challenge: qualifying performance.
Qualifying remains Nissan’s biggest challenge
With six podium finishes in ten races, Rowland believes the team’s biggest limitation is still one-lap pace.
“At the beginning of the season, our main issue was in heavy braking zones. We lacked confidence on the front end, and the car was locking up too much. Fortunately, we’ve managed to solve that,” he explained.
The challenge now lies in achieving greater consistency on corner entry and exit, especially when transitioning into the 350 kW mode used during qualifying duels.
“In race conditions, our balance is very good, and our energy efficiency works extremely well—I usually finish with energy to spare. But we’re still missing that final tenth in qualifying to compete on completely equal terms.”
Rowland revealed that the team often prioritizes practice sessions focused on securing a place in the duels using the 300 kW mode, which limits valuable preparation time at maximum power.
Monaco strategy played a key role in victory
Reflecting on his Monaco win, Rowland said the victory itself did not surprise the team, although the race pace exceeded expectations.
According to him, extensive pre-race simulation work was crucial in helping make key strategic decisions, particularly regarding Attack Mode management.
“Instead of saving the shorter activation for the end, I chose to use the two-minute activation first and keep the six-minute one for the final attack. I wanted to get one activation out of the way quickly while the energy targets were still low. After that, I could focus entirely on the final phase.”
China presents different challenges for Nissan
With the Formula E double-header in China approaching, Rowland analyzed the characteristics of both circuits and how they may affect Nissan’s performance.
Speaking about Sanya, he reflected fondly on the track where he achieved his first Formula E pole position and first podium back in Season 5.
“It’s a short and narrow circuit, which should suit our qualifying performance, although overtaking can be more difficult.”
Shanghai, however, presents a very different challenge.
“It tends to be more of a pack-style race, with lots of strategy and movement throughout the field. That kind of race suits my driving style better.”
Even so, Rowland acknowledged that Nissan has not historically performed at its best on the Chinese circuit.
“The team will need to work hard to change that.”
Gen4 impresses and promises a major leap forward
Rowland also spoke about the upcoming Gen4 car, which will be introduced in future seasons and which he has already tested in the simulator.
“In terms of acceleration and power, it’s incredibly impressive. Even on a short circuit, it exceeded 300 km/h. It’s a huge step forward.”
Among the major innovations are greater front and rear differential adjustability, increased downforce, improved grip, and a more aggressive power response.
“The Gen3 was an important evolution, but relatively small. The Gen4 is a massive leap. It puts Formula E back on a clear path of technical growth.”
Formula E could attract more Formula 1 drivers
Asked about the possibility of Formula 1 drivers moving to Formula E, Rowland believes the new car could make the series even more appealing.
He does not expect active F1 drivers to leave at the peak of their careers, but sees Formula E becoming an increasingly attractive option for drivers leaving the F1 grid or emerging talents from Formula 2.
Rowland also criticized Formula 1’s new energy regulations.
“In Formula E, we use energy strategically over multiple laps. In Formula 1, it often runs out after one or two straights, which prevents an overtake from creating a truly lasting advantage.”
Felipe Drugovich and the rookies earn praise
The British driver also praised this season’s rookies, particularly Brazilian Felipe Drugovich and Pepe Martí.
“Both have the talent to compete among the best, but they still need to find consistency—which, in my case, took about two years to develop.”
On Drugovich specifically, Rowland highlighted his progress.
“Felipe has shown very clear improvement. Young drivers arrive very well prepared, but the hardest part is accepting that some weekends will be difficult and learning how to manage that.”
High confidence for the rest of the season
Even acknowledging Formula E’s extreme competitiveness—where one tenth of a second can mean pole position or missing the top 10—Rowland believes Nissan has everything needed to remain a title contender.
“The key is improving our qualifying to make the races less risky. There’s no reason why we shouldn’t be competitive at every circuit. If we can start further up the grid, our lives become much easier.”
Following the Monaco victory, it feels as though Oliver Rowland and Nissan have found a powerful combination. The next step will be turning that consistency into qualifying success to fully solidify their championship challenge.
Informações/dados: Coletiva de imprensa Fórmula E
Tradução: Autoral
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