Fórmula E anuncia plano global para era Gen4 e foco em velocidade, cultura e meio ambiente
Fórmula E anuncia plano global para era Gen4 e foco em velocidade, cultura e meio ambiente
A Fórmula E está planejando virar a página em sua trajetória com o lançamento da geração Gen4 de carros, prometendo revolucionar o automobilismo elétrico. Em entrevista coletiva na véspera do evento “Gen4 Unleashed”, a diretora de marketing Ellie Norman revelou os planos da categoria para se firmar como referência mundial, unindo desempenho radical, apelo cultural e compromisso ambiental.
O público vai conferir o novo protótipo em ação no Circuito Paul Ricard, numa prévia que sinaliza o pontapé inicial de uma fase inédita na competição.
De pioneira a aparição mundial
Nos últimos 12 anos, a Fórmula E deixou de ser apenas uma categoria experimental para virar celeiro de inovações no mundo das corridas. Norman resume: uma série sempre atuou como "agitadora do progresso", desafiando o status quo e pavimentando o caminho para a eletrificação das pistas. O Gen1 veio para provar que os elétricos podiam competir – mesmo com perrengues como a troca de carros no meio da prova. Agora, o Gen4 mira bem mais alto. "Não somos mais só uma categoria; viramos um movimento global", disparou Norman. "Prove-se que dá para aliar espetáculo de ponta à sustentabilidade sem concessões."
Desempenho explosivo em alta
O Gen4 chega como o carro mais bruto da história da Fórmula E. Os números impressionam:
50% mais potência que o Gen3 EVO atual;
Modo ataque com até 600 kW;
Tração integral ativa (AWD);
Aceleração que humilha até a Fórmula 1.
Resultado? Corridas mais caóticas e disputadas. “É uma fera que premia o piloto audacioso e castiga qualquer vacilo”, alertou Norman.
Meio ambiente no centro do palco
A performance não ofusca o verde: o Gen4 usa pelo menos 20% de materiais reciclados – o dobro do antecessor – e é 100% reciclável. Isso mantém o magnético para gigantes como Nissan, Jaguar, Stellantis, Mahindra e Lola Cars, que testam tecnologias de rua nas pistas elétricas.
Fãs de todas as idades na mira
Norman não esconde o desafio: conquistar os puristas do automobilismo tradicional, que ainda torcem o nariz para o ronco zero. Iniciativas como jogos digitais e eventos interativos já fisgaram a galera jovem, mas o foco agora é na essência das corridas. "O que o público quer é briga roda a roda, emoção pura e rivalidade acirrada. Isso é o DNA da Fórmula E desde o berço", disse ela. Curiosidade: 10 pilotos da categoria hoje trabalham em simuladores e desenvolvimento para tempos de F-1, atestando o calibre técnico.
Inclusão e diversidade em riqueza
A conversa também girou em torno da presença feminina nas pistas. A Fórmula E promove testes só para mulheres e vê no Gen4 um aliado: direção assistida e tração integral equilibram as chances. Parceria com a FIA abre portas, e os frutos aparecem – pilotos como Sophia Flörsch já assumem funções de desenvolvimento na Lola. Na casa, uma categoria ostenta paridade de gênero quase perfeita em todos os cargos.
Visão além do asfalto
O Gen4 não é apenas atualização mecânica; é reposicionamento total. A Fórmula E quer ser o elo entre esporte, tecnologia, negócios e cultura pop. “Falamos com todo o mundo que curto o amanhã e a inovação, não só com os fãs de V12”, finalizou Norman.
Com isso, a categoria entra num novo ciclo: mais veloz, mais limpo e cada vez mais essencial no mapa global das corridas.
Formula E unveils global plan for the Gen4 era with a focus on speed, culture, and sustainability
Formula E is preparing to turn a new page in its history with the launch of the Gen4 generation of cars, promising to revolutionize electric motorsport. During a press conference on the eve of the “Gen4 Unleashed” event, Chief Marketing Officer Ellie Norman outlined the championship’s plans to establish itself as a global benchmark by combining radical performance, cultural appeal, and environmental commitment.
Fans will get a first look at the new prototype in action at Circuit Paul Ricard, offering a preview that signals the beginning of a brand-new phase in the series.
From pioneer to global stage
Over the past 12 years, Formula E has evolved from an experimental category into a hub of innovation in the racing world. Norman summed it up as a series that has always acted as a “progress agitator,” challenging the status quo and paving the way for electrification in motorsport. Gen1 proved that electric cars could compete—even with early hurdles like mid-race car swaps. Now, Gen4 aims much higher.
“We are no longer just a racing series; we’ve become a global movement,” Norman said. “We’ve proven it’s possible to deliver top-tier spectacle and sustainability without compromise.”
Explosive performance on the rise
Gen4 arrives as the most powerful car in Formula E history. The numbers are striking:
50% more power than the current Gen3 EVO;
Attack Mode reaching up to 600 kW;
Active all-wheel drive (AWD);
Acceleration that outperforms even Formula 1 cars.
The result? More chaotic and competitive racing. “It’s a beast that rewards bold drivers and punishes any mistake,” Norman warned.
Sustainability at center stage
Performance does not overshadow environmental goals. The Gen4 uses at least 20% recycled materials—double that of its predecessor—and is 100% recyclable. This keeps the series attractive to major manufacturers such as Nissan, Jaguar, Stellantis, Mahindra, and Lola Cars, which use Formula E as a testing ground for road technologies.
Targeting fans of all ages
Norman acknowledged the challenge of winning over traditional motorsport purists, who still miss the roar of combustion engines. Initiatives like digital games and interactive events have already engaged younger audiences, but the focus now shifts back to the essence of racing.
“What fans want is wheel-to-wheel battles, pure emotion, and intense rivalries. That’s been Formula E’s DNA since day one,” she said.
As a testament to the series’ technical level, 10 current drivers also work in simulators and development programs for Formula 1 teams.
Inclusion and diversity as strengths
The discussion also touched on female participation in motorsport. Formula E promotes women-only test sessions and sees Gen4 as an ally, with features like power steering and all-wheel drive helping level the playing field. A partnership with the FIA is opening doors, with results already visible—drivers like Sophia Flörsch are taking on development roles at Lola. Internally, the series boasts near gender parity across its workforce.
A vision beyond the track
Gen4 is not just a mechanical upgrade—it represents a complete repositioning. Formula E aims to become a bridge between sport, technology, business, and pop culture.
“We speak to everyone who is passionate about the future and innovation, not just V12 fans,” Norman concluded.
With that, the championship enters a new cycle: faster, cleaner, and increasingly essential on the global racing map.
Informações por: Coletivas de imprensa Fórmula E
Texto e tradução: Autoral
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