Gen4 da Fórmula E vai revolucionar performance e tecnologia, diz cofundador Alberto Longo

 

Gen4 da Fórmula E vai revolucionar performance e tecnologia, diz cofundador Alberto Longo

A nova geração de carros da Fórmula E está movimentando o mundo do automobilismo, e o cofundador da categoria, Alberto Longo, garante: o salto de desempenho será "sem precedentes". Em coletiva de imprensa sobre o projeto Gen4, ele chamou o monoposto de "uma loucura autêntica, um verdadeiro animal".

Para Longo, a diferença entre as gerações anteriores e essa nova era representa o maior avanço da história da Fórmula E, que desde o início se firmou como vitrine de inovações tecnológicas. "O que plantamos há mais de dez anos está dando frutos. O carro ficou mais competitivo, veloz e cativante para o público", afirmou.

Pablo Martino, da FIA, destacou o trabalho conjunto entre a entidade, a Fórmula E e os fabricantes. "A Gen4 vai posicionar a categoria logo atrás da Fórmula 1 em performance", previu.

Números que desafiam a elite

Os dados impressionam: o Gen4 supera a Fórmula 2 em velocidade e encosta na F1. Principais novidades técnicas incluem aceleração de 0 a 200 km/h em cerca de 4,4 segundos (ou menos, conforme os fabricantes), potência de até 600 kW no Attack Mode, regeneração de até 700 kW e maior carga aerodinâmica, que vai exigir ainda mais preparo físico dos pilotos.

Com isso, traçados urbanos apertados podem sair de cena. "O Gen4 é versátil, quase todo-terreno, mas pistas miúdas pertencem ao passado nesse nível de performance", alertou Longo.

Estreia em Paul Ricard

O público terá o primeiro vislumbre no Circuit Paul Ricard, em um evento de dois dias: no primeiro, exibição da evolução dos carros do Gen1 ao Gen4; no segundo, demonstrações dos fabricantes na pista, com filmagens e shows. Não se trata de testes oficiais de pré-temporada, mas de uma grande mostra tecnológica.

Segurança em foco

A potência extra impõe exigências: circuitos precisam de homologação Grau 2 da FIA, com melhorias em áreas de escape, barreiras como TechPro e infraestrutura geral – mudanças já no radar para provas de rua.


Eficiência no centro do palco

A Fórmula E não abre mão da gestão energética, seu DNA. "É o que atrai montadoras e leva tech para os carros de rua", disse Longo. Martino completou: uma corrida de 45 minutos gasta o equivalente a 5,5 litros de combustível. Tração integral (AWD) e controle eletrônico de potência vão complicar ainda mais as estratégias.

Novidades no horizonte

O Gen4 abre espaço para formatos de corrida renovados. "Estamos pensando em entretenimento e surpresas", adiantou Longo, que já inovou com FanBoost e Attack Mode. A categoria quer se diferenciar: "Se Fórmula E e F1 fizerem o mesmo, o automobilismo empobrece", concluiu.

Assim, o Gen4 não só acelera a Fórmula E, mas reforça sua posição como potência inovadora no esporte motor.

Formula E Gen4 will revolutionize performance and technology, says co-founder Alberto Longo

The new generation of Formula E cars is already making waves in the motorsport world, and the series’ co-founder Alberto Longo guarantees: the performance leap will be “unprecedented.” Speaking at a press conference about the Gen4 project, he described the car as “pure madness, a real beast.”

For Longo, the gap between previous generations and this new era represents the biggest step forward in Formula E’s history, a championship that has established itself as a showcase for technological innovation since day one. “What we planted more than ten years ago is now bearing fruit. The car has become more competitive, faster, and more engaging for the audience,” he said.

Pablo Martino, representing the FIA, highlighted the joint effort between the governing body, Formula E, and manufacturers. “Gen4 will position the series just behind Formula 1 in terms of performance,” he predicted.

Numbers that challenge the elite

The figures are striking: Gen4 surpasses Formula 2 in speed and edges closer to F1. Key technical highlights include acceleration from 0 to 200 km/h in around 4.4 seconds (or less, depending on the manufacturer), power output of up to 600 kW in Attack Mode, regeneration of up to 700 kW, and increased aerodynamic downforce—demanding even greater physical effort from drivers.

As a result, tight street circuits may start to disappear. “Gen4 is versatile, almost all-terrain, but small, narrow tracks belong to the past at this level of performance,” Longo warned.

Debut at Paul Ricard

Fans will get their first glimpse at Circuit Paul Ricard during a two-day event: the first day will showcase the evolution from Gen1 to Gen4, while the second will feature on-track demonstrations by manufacturers, including filming runs and show sessions. This is not an official pre-season test, but rather a large-scale technological showcase.

Safety in focus

The added performance brings new demands: circuits will require FIA Grade 2 homologation, with upgrades to run-off areas, barriers such as TechPro, and overall infrastructure—changes already under consideration for street races.

Efficiency at the core

Formula E remains committed to energy management—its defining DNA. “That’s what attracts manufacturers and transfers technology to road cars,” Longo explained. Martino added that a 45-minute race consumes the equivalent of just 5.5 liters of fuel. All-wheel drive (AWD) and electronic power management will further complicate race strategies.

What’s next

Gen4 also opens the door for new race formats. “We’re thinking about entertainment and surprises,” Longo revealed, building on past innovations like FanBoost and Attack Mode. The series aims to stand apart: “If Formula E and Formula 1 do the same thing, motorsport becomes poorer,” he concluded.

With that, Gen4 not only accelerates Formula E but reinforces its position as one of the most innovative forces in global motorsport.

Informações por: Coletivas de imprensa Fórmula E
Texto e tradução: Autoral 


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