IndyCar inicia maio com otimismo elevado: Graham Rahal fala sobre mudanças nas regras, pressão familiar e o trauma de 2021

 

IndyCar inicia maio com otimismo elevado: Graham Rahal fala sobre mudanças nas regras, pressão familiar e o trauma de 2021

O mês de maio, ponto alto da temporada da IndyCar, começou oficialmente neste fim de semana com o tradicional Sonsio Grand Prix, disputado no circuito misto do Indianapolis Motor Speedway. Pela 12ª vez, a prova abre a programação que antecede as lendárias 500 Milhas de Indianápolis, e para a Rahal Letterman Lanigan Racing, o histórico no local traz motivos para acreditar em um bom resultado.

“É uma pista que sempre nos favoreceu. Não sei exatamente o motivo, mas simplesmente conseguimos andar bem aqui”, afirmou Graham Rahal em entrevista exclusiva. O piloto também destacou o bom desempenho recente da equipe em circuitos mistos e de rua como um fator extra de confiança para o fim de semana.

Mudança no push-to-pass divide opiniões

Uma das novidades mais comentadas para esta etapa é a ampliação do uso do push-to-pass, sistema de ultrapassagem da IndyCar que oferece aos pilotos mais tempo de acionamento ao longo da corrida. Rahal, no entanto, demonstrou pouca empolgação com a alteração.

“Não gosto. Vai virar uma situação em que todo mundo vai apertar o botão o tempo todo, guardando o restante para o final. Sinceramente, duvido que isso melhore o espetáculo”, criticou.

Para o norte-americano, mudanças nas regras nem sempre trazem os resultados esperados.

“Regras são regras, e, para ser sincero, eu as deixaria exatamente como estão.”

O legado de Bobby Rahal e a ferida aberta de 2021

Filho do tricampeão das 500 Milhas, Bobby Rahal, Graham convive há anos com o peso do sobrenome, mas garante que lida bem com essa expectativa.

“Não é um fardo tão grande quanto as pessoas imaginam. Pouquíssimos pilotos venceram essa corrida na história.”

Ainda assim, a lembrança da edição de 2021 continua sendo um dos momentos mais dolorosos de sua trajetória.

“Aquela corrida ainda me persegue. Muita gente não percebeu, mas nós estávamos dominando. Parecia realmente que aquele seria o nosso ano.”

Um erro durante o pit stop — com uma roda se soltando após a parada — encerrou de forma dramática suas chances de conquistar a vitória.

A “dobradinha” Indy 500 e Coca-Cola 600 segue distante

O debate sobre o famoso “Double” — disputar as 500 Milhas de Indianápolis e a Coca-Cola 600 no mesmo dia — voltou à pauta, mas Rahal acredita que essa possibilidade ainda está distante para pilotos da IndyCar.

“O mais importante é ter a oportunidade. Para quem está na Indy, isso dificilmente acontece. O cenário mais provável é um piloto da NASCAR vindo correr aqui.”

Como exemplo, ele citou Kyle Larson.

“O caso dele só aconteceu por conta do apoio da Chevrolet.”

Resiliência diante das críticas

Em uma temporada marcada por altos e baixos, Rahal segue sendo alvo frequente de críticas e comentários externos, mas garante que aprendeu a lidar com isso.

“Não importa o que eu faça, sempre haverá alguém comentando.”

Sua principal arma é manter o foco.

“Fui abençoado com a capacidade de bloquear todo esse barulho e continuar comprometido com o plano.”

Nostalgia do México e desejo de retorno

Rahal também relembrou com carinho as corridas da IndyCar em Monterrey, onde conquistou uma de suas vitórias há cerca de duas décadas.

“Eu comia como um rei todas as noites”, brincou.

Mas, em tom mais sério, reforçou seu desejo de ver a categoria retornar ao país.

“Sou totalmente favorável a uma volta ao México, ainda mais com o impacto que Pato O'Ward tem trazido para a categoria.”

Olhar firme para as 500 Milhas

Com o Sonsio Grand Prix abrindo oficialmente o mês mais importante da temporada, a IndyCar entra em sua fase mais decisiva, em que cada detalhe pode fazer diferença rumo às 500 Milhas de Indianápolis.

Para Graham Rahal, o objetivo é claro: transformar o bom retrospecto em resultados concretos — e, quem sabe, finalmente reescrever sua história em Indianápolis.

IndyCar kicks off May with high optimism: Graham Rahal opens up about rule changes, family pressure, and the lingering trauma of 2021

The month of May—the pinnacle of the IndyCar season—got underway this weekend with the traditional Sonsio Grand Prix, held on the road course at Indianapolis Motor Speedway. For the 12th consecutive year, the event serves as the opening act for the legendary Indianapolis 500, and for Rahal Letterman Lanigan Racing, history at the venue provides plenty of confidence.

“It’s a track that has always suited us well. I can’t really explain why, but we just perform strongly here,” said Graham Rahal in an exclusive interview. He also pointed to the team’s recent strength on road and street courses as an additional boost heading into the weekend.

Push-to-pass expansion sparks mixed reactions

One of the biggest talking points this weekend is the expanded use of push-to-pass, IndyCar’s overtaking aid system, which now offers drivers more available activation time. Rahal, however, is not a fan of the adjustment.

“I don’t like it. It’s just going to turn into everyone hitting the button all the time and saving whatever’s left for the end. I doubt it’s going to improve the racing,” he said bluntly.

For the American driver, changing regulations doesn’t always solve the problem.

“Rules are rules, and honestly, I’d leave them exactly as they are.”

Bobby Rahal’s legacy—and the painful memory of 2021

As the son of three-time Indy 500 winner Bobby Rahal, Graham has carried the weight of his family name throughout his career. Yet he downplays the pressure.

“It’s not as big of a burden as people might think. Very few drivers in history have won this race.”

Still, the heartbreak of 2021 continues to haunt him.

“That race still follows me to this day. No one really realized it, but we were dominating. It genuinely felt like our year.”

A pit stop error—a loose wheel—ended his chances of victory and remains one of the most painful moments of his IndyCar journey.

The Indy 500–Coca-Cola 600 “Double”? Easier said than done

Discussion around “The Double”—competing in both the Indianapolis 500 and the Coca-Cola 600 on the same day—has resurfaced, but Rahal believes it’s still far from realistic for IndyCar drivers.

“The key is having the opportunity. It’s not something that really happens for IndyCar drivers—it would probably need to be a NASCAR driver coming over.”

He pointed to Kyle Larson as the perfect example.

“His situation worked because of Chevrolet.”

Staying resilient amid criticism

With a season full of ups and downs, Rahal continues to face scrutiny and criticism without letting it shake him.

“No matter what I do, there’s always commentary.”

His greatest strength? Blocking out the noise.

“I’ve been blessed with the ability to shut everything out and stay fully committed to the plan.”

Fond memories of Mexico—and hope for a return

Rahal also spoke warmly about IndyCar’s past races in Monterrey, where he claimed victory two decades ago.

“I ate like a king every night there,” he laughed.

On a more serious note, he strongly supports the series returning to Mexico.

“I’d love to see us back there soon, especially with the momentum Pato O'Ward is bringing to the sport.”

Eyes firmly set on the Indy 500

With the Sonsio Grand Prix serving as the first step into IndyCar’s most important month, every detail now matters in the buildup to the Indianapolis 500.

For Graham Rahal, the mission is clear: turn strong past performances into meaningful results—and perhaps finally rewrite his Indianapolis story.

Por: Coletiva indycar
@ana_arquiteturaevelocidade
Tradução: Autoral 


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