Temperatura, adaptação e trabalho em equipe dominam o segundo dia do “Month of May” em Indianápolis
Temperatura, adaptação e trabalho em equipe dominam o segundo dia do “Month of May” em Indianápolis
O segundo dia de testes no Indianapolis Motor Speedway, em preparação para a 110ª edição da Indy 500 em 2026, foi marcado por variações de temperatura, coleta intensa de dados e ajustes técnicos constantes. Pilotos como Marcus Ericsson e Jack Harvey destacaram como as mudanças climáticas influenciam diretamente o comportamento dos carros, em um dia focado em simulações de classificação e ritmo de corrida.
Ericsson destaca impacto do calor e atenção ao vento
Pela Andretti Global, Marcus Ericsson dividiu o dia entre simulações de classificação pela manhã, com pista mais fria, e testes de corrida à tarde, sob temperaturas mais altas. O sueco avaliou o dia como produtivo.
“Foi um dia positivo. O carro mostrou bom desempenho tanto no vácuo quanto em condições de pista livre”, afirmou.
Segundo ele, a principal dificuldade foi a variação térmica ao longo do dia.
“Classificação no frio e corrida no calor sempre tornam tudo mais complexo. Mas conseguimos testar os dois cenários e reunir dados muito importantes. Pessoalmente, prefiro o calor.”
Ericsson também destacou o aumento da dificuldade em temperaturas elevadas, que deixam o carro mais instável e revelam o nível real de competitividade.
“Tudo fica mais escorregadio e isso separa os pilotos mais consistentes dos demais.”
Outro ponto crítico foi o vento nas curvas 2 e 3.
“O vento muda o equilíbrio do carro instantaneamente. É preciso reagir o tempo todo, porque ele varia de forma constante.”
Apesar dos desafios, o sueco celebrou o ambiente do mês de maio e o público em Indianápolis.
“É o melhor lugar do mundo para pilotar.”
Jack Harvey foca em evolução e coleta de dados na Dale Coyne
Na Dale Coyne Racing, Jack Harvey completou quase 80 voltas em um dia voltado à validação de softwares, testes de acerto e análise de desempenho.
“Foi praticamente um laboratório na pista. Fizemos testes de classificação e muitas checagens de dados em tempo real”, explicou o britânico.
Com foco total na Indy 500, Harvey destacou a importância da consistência nos processos da equipe.
“Confiamos muito no nosso método. No tráfego, especialmente no final das simulações, conseguimos evoluir bem.”
Ele também afirmou que não houve mudanças drásticas em relação à temporada anterior.
“Não foi um reinício. O carro já está dentro de uma janela conhecida e estamos apenas refinando para os ovais.”
Parceria com Conor Daly acelera desenvolvimento
Um dos pontos fortes da Dale Coyne Racing tem sido a colaboração entre Jack Harvey e Conor Daly. Apesar de trabalharem com ajustes diferentes, os dois compartilham informações constantemente.
“Nada é escondido. Conversamos sobre tudo. É uma abordagem de troca total de dados”, disse Harvey.
Enquanto Daly teve melhor desempenho pela manhã, Harvey concentrou seu trabalho em áreas específicas de subviragem e equilíbrio.
“Estamos acelerando o processo para chegar o mais preparados possível ao fim de semana.”
O lado leve de “Hollywood Harvey”
Em tom descontraído, Harvey comentou a origem de seu apelido, criado por Townsend Bell, Will Buxton e James Hinchcliffe.
“Começou como uma brincadeira na TV. Eu reclamei de outro apelido, e o Hinchcliffe acabou me chamando de ‘Hollywood Harvey’ ao vivo. Foi provavelmente o pior erro da minha vida”, brincou.
Paddock atento aos detalhes no Month of May
A coletiva reforça o nível de precisão exigido no “Month of May”: variações de temperatura, ventos imprevisíveis e troca constante de informações entre equipes moldam o desenvolvimento dos carros.
Com arquibancadas cheias e clima de tensão crescente, Indianápolis mais uma vez reafirma seu status como o palco técnico mais exigente do automobilismo mundial.
Temperature, adaptation, and teamwork define second day of Indy’s “Month of May” at Indianapolis
The second day of testing at Indianapolis Motor Speedway, in preparation for the 110th Indy 500 in 2026, was shaped by changing temperatures, heavy data collection, and constant technical adjustments. Drivers such as Marcus Ericsson and Jack Harvey highlighted how weather variations directly affect car performance during a day focused on qualifying simulations and race-pace runs.
Ericsson highlights heat impact and wind challenges
Driving for Andretti Global, Marcus Ericsson split his day between morning qualifying simulations in cooler conditions and afternoon race runs in higher temperatures. The Swedish driver described the day as productive.
“It was a solid day. The car showed good potential both in the draft and in clean air,” he said.
According to him, the biggest challenge was the temperature swing throughout the day.
“Cold qualifying and hot race conditions always make things more complicated. But we were able to run both scenarios and gather valuable data. Personally, I prefer the heat.”
Ericsson also noted that higher temperatures make the car more unpredictable and expose true competitiveness.
“Everything becomes more slippery, which separates the consistent drivers from the rest.”
Wind was another major factor, particularly in Turns 2 and 3.
“The wind changes the balance of the car instantly. You have to react all the time because it shifts constantly.”
Despite the challenges, Ericsson praised the atmosphere of May and the packed crowds in Indianapolis.
“It’s the best place in the world to race.”
Jack Harvey focuses on development at Dale Coyne Racing
At Dale Coyne Racing, Jack Harvey completed nearly 80 laps in a program focused on software validation, setup refinement, and performance analysis.
“It was basically a rolling laboratory. We ran qualifying tests and constantly checked data in real time,” said the Briton.
With full focus on the Indy 500, Harvey emphasized the importance of process consistency.
“We trust our systems a lot. In traffic, especially during longer runs, we’ve made good progress.”
He also noted there were no major changes compared to last season.
“It’s not a reset. The car is already in a known window, and we’re refining it for the ovals.”
Partnership with Conor Daly boosts development
A key strength at Dale Coyne Racing has been the collaboration between Harvey and Conor Daly. Despite running different setups, the two constantly exchange information.
“Nothing is kept back. We talk about everything. It’s a full data-sharing approach,” said Harvey.
While Daly showed strong pace in the morning, Harvey focused on areas such as understeer and balance adjustments.
“We’re pushing hard to be fully ready for the weekend.”
The lighter side of “Hollywood Harvey”
In a lighter moment, Harvey explained the origin of his nickname, created by Townsend Bell, Will Buxton, and James Hinchcliffe.
“It started as a TV joke. I complained about another nickname, and Hinchcliffe turned it into ‘Hollywood Harvey’ live on air. Probably the worst mistake of my life,” he joked.
Paddock attention to detail in the Month of May
The press conference highlighted the precision required during Indy’s “Month of May”: shifting temperatures, unpredictable winds, and constant data exchange all shape car performance and race strategy.
With packed grandstands and rising tension, Indianapolis once again confirms its status as the most technically demanding stage in global motorsport.
Por: Coletiva de imprensa Indycar
@ana_arquiteturaevelocidade
Tradução: Autoral
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