TWG Motorsports aposta em modelo global e cultura de desempenho para a 110ª Indy 500
TWG Motorsports aposta em modelo global e cultura de desempenho para a 110ª Indy 500
A 110ª edição das 500 Milhas de Indianápolis teve um Media Day com um diferencial importante neste ano: além dos pilotos, os principais executivos da TWG Motorsports e da Andretti Global subiram ao palco para apresentar a visão estratégica do grupo para a prova mais importante do calendário da IndyCar.
O encontro reuniu dirigentes, pilotos e jornalistas em um painel que foi além das expectativas para a corrida. O foco esteve na construção de uma organização capaz de competir simultaneamente em até seis categorias ao redor do mundo, incluindo IndyCar, NASCAR, Fórmula E, corridas de endurance, Supercars australianos e, futuramente, também na Fórmula 1.
“Não estamos apenas buscando presença global. Estamos construindo uma plataforma onde cada equipe pode evoluir corrida após corrida”, afirmou Dan Towriss, CEO da TWG Motorsports.
A principal mensagem transmitida pelo grupo foi clara: processo, cultura organizacional e excelência na execução estão acima dos resultados imediatos.
Cultura vencedora como prioridade
A diretora operacional Jill Gregory destacou que o mês de maio, tradicionalmente decisivo em Indianápolis, representa muito mais do que apenas o desempenho na pista.
“Construir uma cultura vencedora não acontece apenas no dia da corrida. É sobre tudo o que fazemos antes para chegar preparados até aqui”, explicou.
Gregory comentou que a organização passou por um importante processo de reestruturação interna nos últimos meses, com a chegada de novos profissionais que ainda estão sendo integrados à filosofia operacional do grupo.
Segundo ela, a confiança dentro da equipe é alta, mas sustentada por pilares sólidos: execução consistente, processos estáveis e disciplina estratégica.
Evolução técnica e foco nos pit stops
No aspecto técnico, Ron Ruzewski abordou um dos principais pontos de atenção após a temporada passada: a evolução dos pit stops, área que vinha sendo alvo de críticas internas.
“É preciso ir à raiz do problema, entender se a questão está no equipamento, na mecânica ou na execução humana. Consistência não se constrói de um dia para o outro”, afirmou.
A melhoria nesse setor é tratada como uma prioridade para maximizar o desempenho da equipe ao longo da Indy 500.
Pilotos chegam com objetivos claros
Entre os pilotos, o discurso também refletiu confiança, ainda que com diferentes perspectivas.
Will Power, vencedor da Indy 500 em 2018, reforçou o caráter imprevisível da prova.
“A estratégia pode ser ainda mais decisiva do que a posição de largada. Uma bandeira amarela pode mudar completamente a corrida. Você pode largar em último e ainda vencer.”
Kyle Kirkwood, por sua vez, destacou o momento positivo vivido pela Andretti Global.
“Entramos em cada corrida acreditando que podemos vencer. Nossa confiança vem crescendo ano após ano.”
Já Marcus Ericsson, vencedor da Indy 500 em 2022, demonstrou tranquilidade e experiência ao falar sobre a preparação.
“Estou me sentindo muito bem. Sei como correr esta prova.”
Estratégia comercial e crescimento global
Além da preparação esportiva, Dan Towriss e Jill Gregory também abordaram um tema cada vez mais importante para a categoria: o crescimento comercial da IndyCar.
Segundo ambos, o interesse dos patrocinadores aumentou significativamente nos últimos anos, impulsionado pelo sucesso consecutivo de público na Indy 500 e pela maior visibilidade internacional da categoria.
“Muitos parceiros chegam com interesse em diversas categorias ao mesmo tempo. Eles não procuram apenas um projeto isolado, mas querem fazer parte de um ecossistema global”, explicou Towriss.
Três carros e foco total na competitividade
Uma das decisões estratégicas mais comentadas foi a escolha de alinhar apenas três carros para a Indy 500. A direção explicou que a opção foi tomada exclusivamente com foco competitivo.
Segundo os dirigentes, não fazia sentido ampliar a operação apenas para preencher o grid sem garantir o mesmo nível de competitividade esperado da equipe.
A NASCAR como parte essencial do projeto
Embora o foco da coletiva estivesse na Indy 500, Towriss fez questão de reforçar que a NASCAR ocupa papel central dentro da estratégia global da TWG Motorsports.
“Nós enxergamos tudo como uma plataforma integrada. A NASCAR é uma parte estrutural do nosso portfólio, com sinergias comerciais e estratégicas junto à IndyCar e à Fórmula 1.”
Para a TWG Motorsports e a Andretti Global, o caminho até o dia da corrida é sustentado por um processo sólido, cultura integrada e execução impecável. Como resumiu um dos protagonistas do encontro: na Indy 500, tudo pode mudar em questão de segundos.
TWG Motorsports bets on global model and performance culture for the 110th Indy 500
The 110th running of the Indianapolis 500 featured a distinctive Media Day this year, with not only drivers but also key executives from TWG Motorsports and Andretti Global taking the stage to present the organization’s strategic vision for the most important race on the IndyCar calendar.
The event brought together executives, drivers, and journalists in a panel that went beyond race expectations. The focus was on building an organization capable of competing simultaneously in up to six racing categories worldwide, including IndyCar, NASCAR, Formula E, endurance racing, Australian Supercars, and eventually Formula 1.
“We are not simply pursuing global presence. We are building a platform where every team can improve race after race,” said Dan Towriss, CEO of TWG Motorsports.
The group’s central message was clear: process, organizational culture, and execution matter more than immediate results.
Building a winning culture
Chief Operating Officer Jill Gregory emphasized that the month of May at Indianapolis represents far more than just on-track performance.
“Building a winning culture doesn’t happen only on race day. It’s about everything we do beforehand to be ready when we get here,” she explained.
Gregory noted that the organization has undergone an important internal restructuring over recent months, with new team members still adapting to the group’s operational philosophy.
According to her, confidence within the organization is high, but it is built on strong foundations: consistent execution, stable processes, and strategic discipline.
Technical evolution and pit stop focus
On the technical side, Ron Ruzewski addressed one of the team’s biggest priorities following last season: improving pit stop performance, an area that had drawn internal criticism.
“You have to get to the root of the problem—whether it’s the equipment, the mechanics, or human execution. Consistency isn’t built overnight,” he said.
Improving in this area has become a major focus as the team looks to maximize performance during the Indy 500.
Drivers enter with clear objectives
Among the drivers, confidence was evident, though each brought a different perspective.
Will Power, the 2018 Indy 500 winner, emphasized the unpredictable nature of the race.
“Strategy can matter even more than starting position. One caution flag can completely change everything. You can start last and still win.”
Kyle Kirkwood highlighted Andretti Global’s positive momentum.
“We go into every race believing we can win. Our confidence has grown year after year.”
Meanwhile, Marcus Ericsson, winner of the 2022 Indianapolis 500, spoke with calm confidence about his preparation.
“I feel very good. I know how to race this event.”
Commercial growth and global expansion
Beyond the sporting side, Dan Towriss and Jill Gregory also addressed an increasingly important topic: IndyCar’s commercial growth.
According to both executives, sponsor interest has risen significantly in recent years, driven by consecutive Indy 500 sellouts and the category’s growing international visibility.
“Many partners come to us interested in multiple categories at once. They are not looking for a single isolated project—they want to be part of a global ecosystem,” Towriss explained.
Three cars, full focus on competitiveness
One of the most discussed strategic decisions was the choice to field only three cars for the Indianapolis 500. Team leadership explained that the decision was based purely on competitiveness.
According to the executives, there was no reason to expand operations simply to fill the grid without being able to maintain the same competitive standard across all entries.
NASCAR as a key part of the ecosystem
Although the press conference focused on the Indy 500, Towriss made clear that NASCAR plays a central role in TWG Motorsports’ broader strategy.
“We see everything as an integrated platform. NASCAR is a structural part of our portfolio, with commercial and strategic synergies alongside IndyCar and Formula 1.”
For TWG Motorsports and Andretti Global, the path to race day is built on a solid process, an integrated culture, and flawless execution. As one of the day’s speakers summarized: at the Indianapolis 500, everything can change in a matter of seconds.
Informações/dados: Coletiva de imprensa Indycar
Tradução: Autoral
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