Fórmula E revela detalhes da temporada 2026/27: calendário recorde, novo formato esportivo e foco na expansão global
Fórmula E revela detalhes da temporada 2026/27: calendário recorde, novo formato esportivo e foco na expansão global
A Fórmula E está prestes a iniciar uma nova era com a chegada dos carros Gen4 na temporada 2026/27. Em uma coletiva de imprensa realizada com jornalistas internacionais, o Diretor de Campeonatos da categoria, Alberto Longo, e o Chefe da Fórmula E na FIA, Pablo Martino, apresentaram os principais detalhes do novo calendário e do formato esportivo que acompanhará a próxima geração dos monopostos elétricos.
A categoria terá sua maior temporada da história, com 13 cidades e até 21 corridas, além da introdução de um novo formato de disputa que promete destacar ainda mais o desempenho dos novos carros.
Calendário recorde e expansão estratégica
Segundo Alberto Longo, o crescimento do calendário faz parte de uma estratégia para ampliar o alcance da Fórmula E em mercados considerados prioritários.
Entre as novidades estão a chegada da categoria à Holanda e uma nova etapa nos Estados Unidos, além do fortalecimento do calendário europeu, atendendo também aos pedidos das emissoras de televisão por um maior número de corridas em fusos horários favoráveis ao público europeu.
"O calendário é apenas um reflexo daquilo que queremos construir: alcançar novos fãs e consolidar a Fórmula E como um campeonato mundial cada vez mais relevante", destacou Longo.
A temporada contará ainda com um número recorde de oito rodadas duplas (Double Headers), aumentando significativamente o número de corridas ao longo do campeonato.
O nascimento do E-Prix Unleashed
A maior novidade esportiva para a era Gen4 será a criação do E-Prix Unleashed, um formato pensado para explorar todo o potencial dos novos carros.
Enquanto as corridas tradicionais continuarão priorizando a gestão de energia — uma das marcas registradas da Fórmula E —, o novo formato permitirá que pilotos acelerem praticamente durante toda a prova, utilizando configurações aerodinâmicas de maior carga.
Segundo Longo, a intenção é mostrar duas faces completamente diferentes da pilotagem.
Em um dia, os pilotos precisarão administrar energia e estratégia.
No outro, terão que extrair o máximo desempenho do carro, freando mais tarde, atacando mais e utilizando toda a capacidade da Gen4.
A ideia é que o campeão da temporada seja aquele capaz de dominar ambos os estilos de corrida.
Gen4 exigirá novas soluções técnicas
Durante a coletiva, Pablo Martino explicou que o desenvolvimento do novo regulamento esportivo vem sendo discutido há cerca de dois anos entre FIA, Fórmula E, fabricantes e equipes.
Um dos maiores desafios está na utilização de dois pacotes aerodinâmicos distintos:
configuração de alta carga aerodinâmica (High Downforce);
configuração de baixa carga aerodinâmica (Low Downforce).
As equipes ainda trabalham nos aspectos operacionais para realizar as trocas entre sessões de um mesmo fim de semana.
Segundo Martino, a mudança será semelhante ao trabalho realizado normalmente durante alterações de acerto dos carros e não deverá representar um grande obstáculo operacional.
A FIA ainda definirá como ficará o uso dessas configurações durante classificações e corridas, já que o regulamento foi escrito justamente para oferecer flexibilidade enquanto os dados da Gen4 continuam sendo coletados nos testes.
Circuitos históricos ganham espaço
Outra tendência confirmada pela Fórmula E é a utilização de circuitos permanentes históricos, sem abandonar completamente os tradicionais circuitos urbanos.
Longo citou pistas como Brands Hatch, Zandvoort e Jarama como exemplos de autódromos capazes de oferecer layouts adaptáveis às características da nova geração de carros.
Segundo ele, esses circuitos permitem desenhar traçados específicos para a Fórmula E, aproveitando melhor a velocidade e a capacidade técnica dos novos monopostos.
Ao mesmo tempo, a categoria reafirmou que os circuitos de rua continuam sendo parte essencial da identidade do campeonato.
Etapas como Tóquio e Jacarta permanecerão no calendário, embora algumas precisem receber modificações visando atender às exigências de segurança e desempenho da Gen4.
Espanha ganha ainda mais importância
A Espanha passa a ocupar uma posição estratégica dentro da Fórmula E.
Além dos tradicionais testes de pré-temporada, Madri sediará uma rodada dupla no circuito de Jarama, reforçando o peso do mercado espanhol para fabricantes e parceiros da categoria.
Longo destacou que o sucesso da estreia em Jarama mostrou o enorme potencial do país e abriu caminho para novos investimentos.
A organização também trabalha para minimizar os efeitos do calor previsto para o fim de junho.
Entre as possibilidades está a realização das corridas no fim da tarde ou início da noite, transformando o evento em um verdadeiro festival durante todo o fim de semana.
México permanece como uma das principais sedes
Outra confirmação importante foi a permanência do México no calendário.
Embora os detalhes do novo contrato permaneçam confidenciais, Alberto Longo garantiu que a Fórmula E continuará competindo no país por muitos anos.
Segundo ele, o Autódromo Hermanos Rodríguez e o tradicional trecho do Foro Sol representam um dos ambientes mais especiais de toda a temporada, reunindo cerca de 28 mil torcedores e proporcionando uma das atmosferas mais marcantes do campeonato.
São Paulo muda de posição no calendário
A coletiva também trouxe explicações sobre a alteração da data do E-Prix de São Paulo.
Depois de abrir a temporada nas últimas edições, a etapa brasileira passa a integrar uma sequência logística dentro da chamada "perna americana" do campeonato.
Segundo Longo, além da necessidade de evitar conflitos com o Carnaval, a Fórmula E busca organizar seu calendário por regiões geográficas, reduzindo deslocamentos entre continentes e melhorando a eficiência operacional.
Com isso, a sequência passará a incluir México, Estados Unidos e, posteriormente, São Paulo, antes da mudança para outras regiões do mundo.
Uma nova era para a Fórmula E
Com a chegada da Gen4, a Fórmula E demonstra que pretende dar um salto importante em competitividade, espetáculo e alcance global.
O calendário mais extenso da história da categoria, aliado ao novo formato esportivo e às evoluções técnicas dos carros, evidencia uma estratégia clara de crescimento para atrair novos públicos sem abandonar a essência das corridas elétricas.
Se as expectativas apresentadas durante a coletiva forem confirmadas na pista, a temporada 2026/27 poderá representar um dos maiores marcos desde a criação da Fórmula E.
Formula E unveils details for the 2026/27 season: record-breaking calendar, new sporting format, and global expansion strategy
Formula E is preparing to enter a new era with the arrival of the Gen4 cars in the 2026/27 season. During an international media roundtable, Formula E Championship Director Alberto Longo and FIA Head of Formula E Pablo Martino outlined the key elements of the upcoming calendar and the new sporting format that will accompany the next generation of all-electric race cars.
The championship will feature its largest season ever, with 13 host cities and up to 21 races, while introducing an innovative race format designed to showcase the full performance potential of the Gen4 machinery.
A record calendar and strategic expansion
According to Alberto Longo, the expanded calendar reflects Formula E's long-term strategy of growing the championship in key global markets.
Among the major additions are a new event in the Netherlands and another race in the United States, while the European calendar has also been strengthened in response to requests from broadcasters seeking more races within European time zones.
"The calendar is simply a reflection of what we are trying to achieve: reaching more fans and continuing to establish Formula E as a truly global championship," Longo explained.
The 2026/27 campaign will also feature a record eight double-header weekends, significantly increasing the number of races throughout the season.
Introducing the E-Prix Unleashed
Perhaps the biggest innovation for the Gen4 era will be the introduction of the E-Prix Unleashed, a brand-new race format created to fully exploit the capabilities of the next-generation cars.
While traditional Formula E races will continue to focus on energy management—one of the championship's defining characteristics—the new format will allow drivers to race at maximum attack, using high-downforce aerodynamic configurations.
Longo explained that the objective is to showcase two completely different driving styles during the same race weekend.
One race will reward strategic energy management and efficiency.
The other will emphasize outright speed, later braking, and maximum performance from both car and driver.
The goal is for the eventual champion to demonstrate excellence under both racing conditions.
Gen4 brings new technical challenges
Pablo Martino revealed that the new sporting regulations have been under development for nearly two years through close collaboration between the FIA, Formula E, manufacturers, and teams.
One of the biggest technical changes involves the use of two different aerodynamic configurations:
High-downforce setup;
Low-downforce setup.
Teams are currently working with Formula E and the FIA to finalize the operational procedures required to switch between these configurations during race weekends.
According to Martino, the workload involved is comparable to making conventional setup changes, meaning the process should not become a major operational challenge.
The FIA is still evaluating how the aerodynamic packages will be used during qualifying sessions and races, as the regulations were intentionally written with enough flexibility to accommodate additional data gathered during ongoing Gen4 testing.
Historic circuits take on a larger role
Formula E also confirmed that historic permanent circuits will play an increasingly important role alongside the championship's iconic street circuits.
Longo highlighted venues such as Brands Hatch, Zandvoort, and Jarama as ideal examples of classic circuits capable of being adapted to the characteristics of the Gen4 cars.
According to him, these tracks offer the flexibility to design layouts specifically suited to Formula E, maximizing overtaking opportunities while showcasing the performance of the new generation.
At the same time, Formula E reaffirmed that street circuits remain central to its identity.
Events such as Tokyo and Jakarta will remain on the calendar, although certain modifications may be required to meet the safety and performance demands of the faster Gen4 cars.
Spain strengthens its position within Formula E
Spain continues to establish itself as one of Formula E's most important markets.
In addition to hosting the official pre-season testing, Madrid's Jarama Circuit will stage a double-header race weekend, further strengthening the country's role within the championship.
Longo emphasized that the success of this year's event demonstrated the strong potential of the Spanish market and has encouraged Formula E to invest even further in future editions.
Organizers are also considering late-afternoon or evening race schedules to reduce the impact of the summer heat while transforming the event into a full weekend festival for fans.
Mexico remains one of Formula E's cornerstone events
Another important confirmation was the long-term future of the Mexico City E-Prix.
Although Longo declined to discuss the details of the renewed agreement, he made it clear that Formula E intends to remain in Mexico for many years.
He described the Autódromo Hermanos Rodríguez—particularly the iconic Foro Sol stadium section—as one of the championship's most unique and passionate venues, regularly attracting around 28,000 spectators.
São Paulo moves to a new position on the calendar
The press conference also addressed the scheduling change for the São Paulo E-Prix.
After opening recent Formula E seasons, the Brazilian event will now take place later as part of the championship's American leg.
Longo explained that the adjustment was influenced both by the Carnival schedule and by Formula E's growing emphasis on organizing races by geographic region to improve logistical efficiency.
As a result, the American stretch of the championship will now flow from Mexico to the United States before concluding in São Paulo.
A new era begins for Formula E
With the arrival of the Gen4 era, Formula E is preparing for one of the biggest transformations in its history.
A record-breaking calendar, innovative sporting regulations, and significantly more advanced race cars demonstrate the championship's ambition to attract new audiences while preserving the strategic DNA that has defined Formula E since its inception.
If the expectations presented during the media briefing become reality on track, the 2026/27 season could mark one of the most significant milestones in the history of the all-electric world championship.
Informações por: Coletiva de imprensa Fórmula E
Tradução: Autoral
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