Nyck de Vries destaca evolução da Mahindra e mira top 3 antes da chegada do Gen4

 

Nyck de Vries destaca evolução da Mahindra e mira top 3 antes da chegada do Gen4

Após vencer em Mônaco e Tóquio, Nyck de Vries vê os resultados como a confirmação do trabalho desenvolvido pela Mahindra nos últimos três anos. Agora, equipe e piloto chegam a Londres com um objetivo claro: terminar a temporada entre os três primeiros do campeonato de equipes.

As duas vitórias conquistadas por Nyck de Vries na temporada colocaram a Mahindra Racing novamente em uma posição de destaque dentro da Fórmula E. Mais do que os triunfos em Mônaco e Tóquio, porém, o discurso do piloto durante a coletiva de imprensa mostra que os resultados são vistos internamente como parte de um processo maior de reconstrução da equipe.

De Vries destacou que, desde o início, o principal objetivo da Mahindra nunca foi necessariamente vencer corridas, mas voltar a competir de maneira consistente e somar pontos. As vitórias, portanto, aparecem como uma consequência natural da evolução do projeto.

“Foi ótimo poder recompensar a equipe com duas grandes vitórias.”

O piloto também fez questão de lembrar que o caminho até esse momento não foi simples.

Da dificuldade do Gen3 à evolução com o Gen3.5

A primeira temporada de de Vries em seu retorno à Fórmula E, em 2024, foi marcada por dificuldades. Segundo o próprio piloto, o pacote da Mahindra não oferecia condições para lutar regularmente pelas primeiras posições.

Além da falta de desempenho, havia outro problema importante: o baixo nível de aderência.

De Vries classificou aquele período como particularmente difícil e destacou que o estilo de corrida da Fórmula E também havia mudado bastante desde sua primeira passagem pela categoria.

O piloto precisou se adaptar ao chamado estilo de corrida em pelotão, caracterizado por uma forte influência do gerenciamento de energia e do arrasto aerodinâmico.

Com a chegada do Gen3.5, entretanto, a situação começou a mudar.

Os pneus passaram a oferecer um pouco mais de desempenho e, paralelamente, a Mahindra introduziu seu novo pacote técnico. A combinação dos dois fatores permitiu que a equipe começasse a se aproximar de maneira mais consistente da frente do grid.

Foi nesse contexto que as vitórias começaram a se tornar uma possibilidade real.

Duas vitórias e uma mudança de percepção

O sucesso em Mônaco e Tóquio representa algo particularmente importante para a Mahindra.

A segunda vitória da equipe na temporada igualou um feito que não acontecia desde a temporada 2017/2018. Para de Vries, entretanto, o resultado não pertence apenas a um piloto ou a um departamento específico.

O holandês reforçou diversas vezes durante a coletiva que existe atualmente uma forte química dentro da equipe.

Para ele, o ambiente construído nos últimos anos é um dos principais ativos da Mahindra para a próxima geração do campeonato.

Essa mudança também alterou a maneira como a equipe é percebida dentro do paddock.

De Vries reconheceu que, durante alguns anos, a Mahindra era vista como uma equipe que tinha dificuldades para competir na frente. Nos últimos três anos, porém, o cenário mudou significativamente.

O desempenho de Edoardo Mortara também foi citado como parte importante dessa transformação. As poles conquistadas pelo companheiro de equipe demonstram, segundo de Vries, que existe velocidade real no carro e que os resultados não são fruto de um acaso isolado.

O top 3 virou o principal objetivo em Londres

Apesar das duas vitórias, a temporada ainda não terminou.

A Mahindra chega à etapa final em Londres na quarta posição do campeonato de equipes, envolvida diretamente na disputa com a Andretti pelo terceiro lugar.

Para de Vries, esse é o principal objetivo do fim de semana.

A estratégia, entretanto, não será modificada.

O piloto explicou que a equipe continuará seguindo o mesmo processo utilizado durante toda a temporada: análise detalhada das etapas anteriores, preparação cuidadosa e execução consistente.

A diferença é que agora existe uma recompensa ainda maior em jogo.

Terminar em terceiro seria, nas palavras de de Vries, a “cereja no bolo” de todo o trabalho realizado pela equipe nos últimos três anos.

Mais importante do que simplesmente conquistar uma posição no campeonato, o resultado serviria como confirmação de que a reconstrução da Mahindra está produzindo frutos.

Gen4: confiança, mas também uma curva de aprendizado

Um dos pontos mais interessantes da coletiva foi a transição para o Gen4.

A Mahindra ainda não havia divulgado muitas informações sobre o desenvolvimento do novo carro, e de Vries foi bastante transparente ao admitir que ainda não havia pilotado o novo modelo.

O carro já realizou sua estreia em testes, mas, neste momento, a prioridade da equipe continua sendo Londres e a conclusão da temporada do Gen3.5.

Isso significa que a preparação para o Gen4 ganhará força imediatamente após o encerramento da temporada.

De Vries revelou que a Mahindra está um pouco atrasada nesse processo em comparação com alguns concorrentes. Por isso, o início da nova era deverá envolver uma curva de aprendizado bastante acentuada.

Ainda assim, o piloto não demonstrou preocupação excessiva.

Para ele, o principal diferencial da Mahindra está nas pessoas que formam o grupo.

“É um negócio de pessoas”

Uma das frases mais importantes da coletiva veio justamente quando de Vries foi questionado sobre os fatores que podem manter a evolução da Mahindra no Gen4.

“No fim das contas, é um negócio de pessoas.”

A declaração resume boa parte da visão do piloto sobre o momento atual da equipe.

Mais do que simplesmente desenvolver um carro rápido, a Mahindra conseguiu construir uma estrutura de trabalho considerada sólida por de Vries.

O grupo que participou da evolução dos últimos três anos deve permanecer em grande parte intacto na transição para o Gen4.

Isso, na visão do piloto, oferece uma base importante para enfrentar a nova geração.

Ao mesmo tempo, ele não esconde que a equipe poderá precisar de tempo para entender completamente o novo carro.

Em uma categoria extremamente competitiva, qualquer atraso no desenvolvimento pode ter um impacto significativo. Por isso, a Mahindra entra na nova era com confiança, mas também com a consciência de que terá muito a aprender.

A experiência entre Fórmula E e WEC

Outro aspecto interessante da coletiva foi a avaliação de de Vries sobre sua temporada em duas categorias.

Além da Fórmula E, o piloto disputa o WEC pela Toyota e chega ao fim do ano depois de conquistar uma vitória em Le Mans e permanecer na disputa pelo campeonato mundial de endurance.

Para de Vries, competir em diferentes campeonatos ajuda a manter o ritmo competitivo.

O piloto explicou que praticamente corre a cada duas semanas e também passa regularmente pelo simulador. Essa rotina mantém suas habilidades afiadas e permite que ele continue aprendendo.

Existe ainda uma troca de experiências entre as duas categorias.

Embora Fórmula E e WEC tenham características completamente diferentes, a experiência acumulada em um campeonato pode ajudar na preparação para o outro.

De Vries considera essa combinação uma vantagem importante em sua temporada.

Londres será apenas o começo de uma nova fase

A etapa de Londres representa o encerramento de uma temporada importante para a Mahindra, mas para de Vries ela também marca o início imediato de uma nova fase.

O piloto revelou que terá apenas aproximadamente cinco a sete dias de folga depois de Londres antes de viajar para seu primeiro teste com o Gen4.

Enquanto a Fórmula E entra em seu período de preparação para a próxima temporada, o calendário do WEC continuará até o fim do ano.

A carga de corridas, entretanto, será menor do que aquela enfrentada entre abril e julho, quando os compromissos estavam concentrados em um período extremamente intenso.

Uma Mahindra diferente

A coletiva de Nyck de Vries deixa uma mensagem bastante clara: as duas vitórias de 2026 não devem ser analisadas apenas como resultados pontuais.

Elas representam a evolução de uma equipe que passou por um período complicado durante o Gen3, reformulou seu pacote técnico, ganhou competitividade com o Gen3.5 e agora chega à transição para o Gen4 em uma posição muito mais forte.

A Mahindra ainda precisa provar que consegue transformar essa evolução em consistência de longo prazo. O próprio de Vries reconhece que o atraso no desenvolvimento do Gen4 pode gerar dificuldades no início da próxima geração.

Mas existe uma diferença importante em relação ao passado.

Agora, a equipe sabe que consegue vencer.

E, antes de pensar completamente no futuro, ainda existe uma última missão: buscar o terceiro lugar no campeonato de equipes em Londres e encerrar o ciclo do Gen3.5 no ponto mais alto possível.

A temporada já mostrou que a Mahindra voltou a ser competitiva. O Gen4 será o teste definitivo para descobrir até onde essa reconstrução pode levar a equipe.

Nyck de Vries Highlights Mahindra’s Progress as Team Targets Top Three Finish

After victories in Monaco and Tokyo, Nyck de Vries sees Mahindra Racing’s results as confirmation of a three-year rebuilding process. The team now heads to London with a clear objective: finish the season among the top three in the Teams’ Championship.

Nyck de Vries’ two victories this season have put Mahindra Racing back in the spotlight in Formula E. More than simply adding wins to the team’s record, however, the Dutch driver sees the results as part of a much larger rebuilding process.

During the media roundtable, de Vries explained that Mahindra’s original objective was never specifically to win races, but rather to become consistently competitive and score points. The victories, therefore, are viewed as a natural consequence of the progress made by the team.

“It’s been great to be able to reward the team with two great victories.”

The driver also emphasized that the road to this point has not been easy.

From Gen3 struggles to Gen3.5 progress

De Vries’ first season after returning to Formula E in 2024 was particularly challenging. According to the driver, Mahindra’s package simply did not provide the performance required to regularly fight at the front.

There was also another major issue: grip.

De Vries described that period as difficult and explained that the style of racing had also changed considerably since his first Formula E experience.

The driver had to adapt to what he described as the highly energy- and drag-sensitive “peloton style” of racing.

With the arrival of Gen3.5, however, the situation began to change.

The tires offered a little more performance and, at the same time, Mahindra introduced its new technical package. Together, these factors allowed the team to move closer to the front of the field and compete more consistently.

That was when victories became a realistic possibility.

Two victories and a change in perception

Winning in Monaco and Tokyo represents something particularly significant for Mahindra.

The team’s second victory of the season matched a feat that had not been achieved since the 2017/18 season. For de Vries, however, the achievement belongs to the entire organization rather than to one driver or department.

Throughout the roundtable, he repeatedly emphasized the strong chemistry within the team.

For the Dutchman, the atmosphere created over the past few years is one of Mahindra’s biggest assets heading into the next generation of Formula E.

The team’s perception within the paddock has also changed.

De Vries acknowledged that Mahindra had previously been viewed as a team struggling to compete at the front. Over the last three seasons, however, that perception has changed significantly.

Edoardo Mortara’s performances have also been an important part of that transformation. His pole positions, according to de Vries, demonstrate that the car has genuine pace and that the team’s progress is not the result of isolated circumstances.

The top three becomes the main target in London

Despite the two victories, the season is not over yet.

Mahindra heads to London in fourth place in the Teams’ Championship, directly involved in the battle with Andretti for third.

For de Vries, that is the team’s main objective for the final weekend.

The approach, however, will not change.

The driver explained that Mahindra will continue using the same process it has followed throughout the season: detailed post-event analysis, careful preparation and consistent execution.

The difference is that there is now an even bigger reward at stake.

Finishing third would, in de Vries’ words, be the “cherry on the cake” after everything the team has accomplished over the past three seasons.

More than simply securing a position in the championship, the result would serve as further confirmation that Mahindra’s rebuilding process is delivering results.

Gen4: confidence, but also a steep learning curve

One of the most interesting topics during the roundtable was the transition to Gen4.

Mahindra has not shared much information about its new car, and de Vries was transparent in admitting that he has not driven it yet.

The car has already made its debut in testing, but for now, the team’s priority remains London and the completion of the Gen3.5 season.

That means Gen4 preparation will become a major focus immediately after the season finale.

De Vries revealed that Mahindra is somewhat behind in the development process compared with some competitors. As a result, the beginning of the new era could involve a particularly steep learning curve.

Still, the driver did not express excessive concern.

For him, Mahindra’s greatest strength lies in the people who make up the organization.

“Ultimately, it’s a people business”

One of the most important comments of the roundtable came when de Vries was asked what Mahindra needs to do to maintain its upward trajectory into Gen4.

“Ultimately, it’s a people business.”

The statement summarizes much of the driver’s view of Mahindra’s current situation.

Rather than simply developing a faster car, the team has built what de Vries considers a strong working structure.

Much of the group involved in Mahindra’s development over the past three seasons is expected to remain together during the transition to Gen4.

For the driver, that provides an important foundation for the new era.

At the same time, he acknowledged that the team may need time to fully understand the new car.

In an extremely competitive championship, any delay in development can have a significant impact. Mahindra therefore enters Gen4 with confidence, but also with the understanding that there will be a lot to learn.

The Formula E and WEC combination

Another interesting aspect of the roundtable was de Vries’ assessment of his season across two championships.

Alongside Formula E, the Dutchman competes in the FIA World Endurance Championship with Toyota. He enters the latter part of the year having won Le Mans and remaining in contention for the WEC title.

For de Vries, competing in different championships helps him maintain his competitive rhythm.

The driver explained that he has been racing almost every other weekend and regularly working in the simulator. That routine keeps his skills sharp and allows him to continue learning.

There is also a degree of cross-learning between the two championships.

Although Formula E and WEC have very different characteristics, experience gained in one series can contribute to preparation for the other.

De Vries considers this combination a valuable part of his season.

London will be the beginning of a new phase

The London E-Prix represents the conclusion of an important season for Mahindra, but for de Vries it will also mark the immediate beginning of a new phase.

The driver revealed that he will have only around five to seven days off after London before traveling to his first Gen4 test.

While Formula E enters its preparation period for the next season, his WEC commitments will continue through the end of the year.

The racing schedule will become less intense, however, compared with the April–July period, when several events were concentrated into a particularly demanding stretch.

A different Mahindra

Nyck de Vries’ comments during the roundtable make one message particularly clear: the two victories in 2026 should not be viewed simply as isolated results.

They represent the progress of a team that struggled during the Gen3 era, developed a new technical package, became more competitive with Gen3.5 and is now entering the Gen4 transition from a much stronger position.

Mahindra still needs to prove that it can turn this progress into long-term consistency. De Vries himself recognizes that being somewhat behind in Gen4 development could create difficulties at the beginning of the new generation.

But there is one important difference compared with the past.

Mahindra now knows it can win.

Before completely turning the page toward the future, however, there is still one final objective: fight for third place in the Teams’ Championship in London and close the Gen3.5 era at the highest possible level.

The season has already shown that Mahindra is competitive again.

Gen4 will be the ultimate test of how far this rebuilding process can take the team.

Por: Coletiva de imprensa Formula E 

Tradução: Autoral 



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